sábado, 22 de fevereiro de 2014

Há manhãs, frias e aterradoras estas, em que acordo inundada em pesadelos e pensamentos que deles advêm. Eu tento sabes? Todos e cada dia eu tento. Verdadeiramente e com toda a força que me é permitida. Eu tento fechar esse espaço onde permanecem as memórias que doem. Há dias em que consigo, o meu sorriso acorda disposto, os meus passos são certeiros e sabem para onde vão. Proponho-me nesses dias a procurar a paz e a estar bem. Bem, no pleno sentido da palavra. Procuro gostar de mim, esmerar-me na simplicidade dos pequenos pormenores, usar um vestido e colocar o tal sorriso. Mas há dias, ai esses dias. Parece que nesses dias não sou capaz de avançar. Termino-os tal como os comecei, cansada e vazia. E termino-os sem um único detalhe que me tenha preenchido o coração. Nestes dias sinto-me perdida. "Não sei o motivo para ir, só sei que não posso ficar". Pedir-te que compreendas é já um desgaste. Nem tu, nem ninguém que não tenha o coração dilacerado o há-de fazer.

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