É mais ou menos isto. Se é que assim se pode chamar ao regresso às origens.
Recomeçar é um processo. Moroso, diga-se. Dói, cansa, desgasta e por vezes sufoca. Se se recomeça é porque não se estava bem. Se se decide recomeçar é porque foi necessário terminar algo para lhe dar um novo rumo, um novo começo. Recomeçar é como o nascer do sol, de um novo dia. É pintar de novo e com novas cores uma vida possivelmente desgastada. É por vezes remendar com muitas linhas e novos tecidos (ou velhos) pequenos vazios que deixam entrar o frio. O problema, ei-lo: e quando não sabemos recomeçar? Existem para mim, pelo menos, dois caminhos. Parar e respirar. Fechar os olhos e deixar-se levar. E então sim, recomecemos. Sem medo e muito devagar.

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